A influência feminina na economia
Elas ainda ganham quase 30% menos que eles, mas influenciam cada vez mais a decisão de compra independentemente do bem a ser adquirido. As mulheres viraram o foco do setor produtivo. Uma pesquisa do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), mostra que são elas que decidem 8 de cada 10 negócios realizados pelo varejo ou pelo setor imobiliário brasileiro. Há quem aposte que a influência feminina possa ser essencial para sustentar a economia durante a atual turbulência econômica.
A diferença entre os sexos é que elas não veem o processo de compra como uma obrigação, diferente de como pensam eles. O Provar registrou que 55% das mulheres dizem gostar de fazer compras. O volume de homens cai para 45%. Neste momento de crise econômica, elas podem, inclusive, ser as primeiras a ajudar a economia a se reerguer, segundo análise do Provar. A mulher não compra só por necessidade, ao contrário dos homens. Durante a crise, as empresas que vendem exclusivamente produtos masculinos podem sofrer mais, porque eles tendem a pensar mais sobre a necessidade de gastar, são mais racionais no processo de compra, afirma. No entanto, elas são mais exigentes. Elas analisam mais os prós e os contras, apesar de serem mais seguras que eles, completa.
Os Corretores de imóveis já sabem que é a elas que eles têm que agradar. Números da Lopes Royal, maior incorporadora do Distrito Federal, mostram que desde o início de 2008, 38% dos imóveis comercializados na cidade foram adquiridos e serão pagos por mulheres, mas, no bolo pago por eles, é grande a importância da opinião delas para o fechamento do negócio. Quando um casal está procurando um imóvel, a atenção dos Corretores é sempre maior às mulheres. Sabemos que é ela quem tem o poder da decisão. Se algo não estiver bom para ela, com certeza o negócio não será fechado, afirma o Vice-Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), José Augusto Viana Neto.
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